Via  Láctea  FM

Reversos

26 FEV 2015
26 de Fevereiro de 2015

Já ouço passos,
Mesmo sem caminhos...
E, então, caminho
Sem mover meu passo.

Passo...

Passo a passo
Como os passos que não dou,
Buscando o novo
Onde o velho habita.

E deixo-me ficar
No vôo alto que liberta a alma
E adoça os olhos,
Estendendo o ocaso.

Então eu canto
Quando a ave pousa
Na areia branca
Onde li teu nome.

Contenho os rios
Quando a lira pede
Mas nada posso
Contra as enxurradas
Que vão adiante
Procurar seu leito
Pra, de mãos dadas,
Visitar o mar.

A vida é assim,
Tal como as águas,
Que só se acalmam
Na dimensão maior!

Nesta viagem, neste vôo livre
Que me concede a imaginação,
Eu vou vivendo todo o impossível
Pra quem não sabe ver o que não vê.

Se faço versos tão descontraídos
E até contrários, quando se divergem,
É porque os quero livres e dispersos
Mas que se entendam, mesmo que eu não saiba,
E se contemplem como nas poesias...
E se completem como em oração...

Que sejam únicos, mas que sejam belos,
Meus versos loucos, ao falar de si.
Orar poesia é tudo que aprendi
E nela vejo sorrir o Criador!

Eu faço parte deste meu poema
E me integro a tudo que me cerca.
Assim rodando neste mundo vário,
Vou aprendendo a viver de novo.

Preparo a alma como quer a Luz
E entrego o corpo como a terra quer
Tal como o rio corre ao oceano
E ao encontrá-lo, mesmo sem saber,
Terá, enfim, cumprido o seu papel.







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